A Clínica Florence, tem como objetivo prestar serviço médico, psicológico e terapêutico para pacientes em estado de doença avançado, sem possibilidade de recuperação e que necessitam de cuidados paliativos.
Situada numa área antiga e central da cidade de Salvador, no bairro de Nazaré, a Clínica possui aproximadamente 3.000,00m² de área construída, dividida em quatro pavimentos e seu programa foi distribuído considerando o fluxo de visitantes, funcionários e pacientes.
As primeiras decisões projetuais foram resultantes de preocupações com questões ligadas à pré-existência. A topografia em declive e o desejo do cliente de um ambiente humanizado determinaram a concepção de projeto. Outro fator importante neste processo, foi estabelecer uma relação da edificação com elementos naturais.
O projeto de arquitetura pretende estabelecer no local uma vivência prazerosa dos seus espaços, onde pacientes e familiares possam se sentir acolhidos, seguros e identificados com ele no seu dia-a-dia.
O acesso de pacientes e a recepção estão situados no térreo, junto com área de apoio aos visitantes, espaços administrativos e sala multiuso. Todos os leitos possuem sanitários, são acessíveis e estão distribuídos no térreo e pavimento superior. Já os dois subsolos abrigam área para estacionamento, carga e descarga de veículos pequenos, áreas para atividades técnicas, serviços, recreação e zona para refeições.
Toda estrutura da edificação é em concreto armado e suas vedações são em alvenaria de bloco de concreto. As lajes são nervuradas, com cumbucas plásticas de 60x60cm e altura de 27cm. Pilares dispostos em sua grande maioria nas periferias do edifício favoreceram a criação vãos maiores sem interferências nas circulações.
A escolha de materiais simples, duráveis e de fácil manutenção, como a argamassa texturizada aplicada na fachada, teve o intuito de diminuir a necessidade de repintura. Nos espaços privados dos quartos, optou-se pelo piso vinílico para proporcionar sensação de aconchego, nas paredes foi aplicada tonalidade viva e todo mobiliário do ambiente foi desenvolvido sem referenciar o ambiente hospitalar, com o intuito de evitar letargia e passividade, característicos do processo envelhecimento. Para isso, cada detalhe do quarto às áreas comuns, dos serviços à rede de infraestrutura, foi meticulosamente estudado para que se alcançasse a melhor adequação às normas técnicas, ao conforto e à viabilidade da unidade.